Projeto de Pedagogicos

Projeto Interdisciplinar apresentado em 2006 com professores de Artes, História, Coordenadora Pedagógica e alunos da oitava série A da Escola Estadual Doutor João Thiene, Nova Odessa, São Paulo.


                     CONCURSO “ESCOLA E FAMÍLIA: Colaborações Possíveis”


                                                        ÉTICA NO MEIO AMBIENTE

JOCAWA
                                                                            2006
Nova Odessa

SUMÁRIO


Resumo da monografia...................................................03
Introdução.......................................................................05
Desenvolvimento do tema...............................................08
O papel da escola...........................................................10
Conscientização dos alunos...........................................12
A importância do trabalho em equipe.............................14
A valorização de todas as disciplinas.............................17
O desenvolvimento ativo dos alunos em atividades de pesquisa e projetos de conhecimento.................................................................21
Como fazer papel reciclado...........................................30
Efeitos decorativos........................................................33
O que pode ser reciclado..............................................34
O que não recicla..........................................................35
Curiosidades.................................................................36
Conclusão.....................................................................39
Anexos..........................................................................42
Referências bibliográficas............................................51

RESUMO DA MONOGRAFIA

Todos os dias são retirados na natureza toneladas de materiais para satisfazer as necessidades do homem. Ele mesmo não retribui ou repõe, nem o mínimo que desfruta. Assim, não percebe que se continuar degradando a natureza, constantemente como está, não poderá em breve gozar de direitos mínimos, para uma vida tranqüila e saudável. Tranqüila, porque já pode ser percebida em várias partes do mundo uma constante guerra em torno de produtos concedidos pela natureza. E saudável, devido à retirada brusca que já causam sérios problemas de saúde em milhões de pessoas no mundo.
Para tentar resolver estes problemas, juntamente com a comunidade escolar, resumimos nesse projeto,algumas sugestões e experiências praticadas de acordo com as  normas para uma boa Educação Ambiental em torno da Reciclagem na Escola, sempre utilizando métodos simples e econômicos dentro da  capacidade de cada comunidade como:
§         A Conservação Ambiental
§         Conservação da Escola
§         Conscientização dos alunos e comunidade
§         A importância do trabalho em equipe
§         A valorização de todas as disciplinas
§         O envolvimento ativo dos alunos em atividades de pesquisa em projetos de conhecimentos  e os objetivos a serem cumpridos, em prol da cidadania e preservação ambiental para o bem de todos.


De acordo com cada citação, e exemplo praticado pelos integrantes deste projeto pedagógico, o aluno estará sendo o protagonista, juntamente com os pais, pois, o que será revertido à comunidade escolar, ampliará o conhecimento e o bem estar de todos, retirando assim os conflitos que estão muito próximos da realidade de cada um.
Por isso, viver para a natureza é viver para o mundo, é viver para as pessoas e para si mesmo. A cada dia pensando o presente e no futuro, pensando também nos filhos e netos das gerações futuras. É também o que está sendo buscado a cada dia por pessoas que amam o que a natureza nos propõe. Mas são poucos os que erguem a bandeira e vestem a camisa da preservação ambiental através da reciclagem. Alguns sabem o que é reciclar, mas a maioria não pratica, pois acha que não faz parte da realidade. Nosso país é abençoado em relação à natureza, por isso, a preservação é fundamental para que possamos retribuir o que o Meio ambiente nos concede.
Então, qual é o nosso objetivo?
Conscientizarmos o corpo discente, suas famílias e a comunidade escolar para a Ética no Meio Ambiente. Alertarmos para a necessidade de reciclar os produtos industrializados para retirarmos menos obra-prima na natureza, reaproveitarmos o que dela já extraímos e que possam saber determinar o melhor para a preservação da raça humana.





INTRODUÇÃO

Desde as séries iniciais escolares, são trabalhados com os alunos os itens Meio Ambiente, A Conscientização do Consumo e os Desperdícios dos Produtos Não-Renováveis da natureza, chegando a Educação Ambiental através da reciclagem. Mas, o que pode ser observado na atual realidade é o desperdício em massa e conseqüentemente o aumento do lixo e a poluição de todas as cidades brasileiras e do mundo. De acordo com esta ideologia, pode se observar que a solução está dentro da sala de aula, onde cada discente pode participar do projeto fazendo parte da inclusão social, juntamente com os professores. Todas as vezes que os alunos participam de atividades práticas, complementam a aula teórica ministrada pelos professores.
A amplitude deste projeto é alcançar novos horizontes através da efetivação e da iniciativa de todos os pais e a comunidade, pois se o aluno aprende a conservar a natureza através da Educação Ambiental, os pais passam a participar da vida escolar dos seus filhos.
Um grande exemplo ocorre durante as reuniões de pais, quando se percebe a interação dos pais na vida escolar de seus filhos, mostrando interesse e apoio para que os projetos sejam revertidos em benefício de seus filhos. È lógico, que se o projeto for aplicado de forma correta e objetiva aos alunos, os pais receberão as mesmas instruções e pelos próprios filhos. O que mostra o trabalho da Escola para a comunidade.
Então, o que fazer para que ocorra o trabalho em equipe? Como despertar o interesse disciplinar nos alunos? O que será melhorado após esse trabalho? São estas as principais perguntas dos educadores, pais e até mesmo alguns alunos. Lembrando que, na maioria dos projetos pedagógicos o grande empecilho é os orçamentos, o que impossibilita na maioria das vezes a efetivação do mesmo. E nesse caso, a proporção é inversa, ou seja, não necessita de grandes orçamentos e se organizados de forma adequada, haverá um lucro a ser revertido aos integrantes da coleta seletiva, conquistando também um espaço para a preservação da natureza e a cidadania de acordo com as normas constitucionais.
Há também, muitos projetos em atividade no Brasil e no mundo, em relação à Educação Ambiental, mas infelizmente muitos perdem o sentido, ou são esquecidos nas gavetas dos armários, devido a não readaptação quando necessária, onde os executores não são flexíveis e não aceitam opiniões dos integrantes do grupo. De acordo com este projeto, todos terão total autonomia para ampliar as atividades e aplicá-las, facilitando a socialização dos mesmos. Outro fator importante a ser ressaltado, são as reuniões periódicas com os professores, para reajustes, comentários, sugestões dos alunos ou demais integrantes, ou para trocar as experiências que são sugeridas pelos pais.         
Alguém que está com os objetivos em mente, em todos os lugares que freqüentam, nos livros, nos jornais e revistas o olhar é voltado para ampliação e perfeição do seu projeto. Sendo mais específico: uma pessoa que vai reformar a casa olha muitas outras coisas e faz uma síntese. A mais bonita, com certeza, será readaptada à sua casa.
Analisem quantas sugestões serão citadas e colocadas em prática, principalmente quando os alunos passam a ser os protagonistas das atividades. As idéias surgem, com isso, o despertar estará lançado, onde cada

aluno, ou família, poderá exemplificar: “Eu participei de um projeto ambiental e com uma perspectiva coletiva”.
Quando o trabalho é voluntariado e com objetivos específicos (ajudar as instituições filantrópicas, famílias carentes, conservação do ambiente escolar ou para arrecadar fundos para uma festa de formatura) os aluno são os primeiros a tomarem a iniciativa, pois querem um espaço a mais na sociedade em que vivem. O emocionante é que eles querem se destacar, no coletivo, o que dá a cada um, um local de status no grupo ou na Escola. Mas o que deve ser lembrado dentro deste trabalho é o coletivo, ou seja, o sucesso é do grupo. E por este motivo, continuarão juntos em todos os instantes, reduzindo as barreiras, e conquistando a prática da cidadania.

DESENVOLVIMENTO DO TEMA

CONSERVAÇÃO AMBIENTAL:
Da mesma forma que as grandes  empresas se destacam no mercado comercial, com produtos de qualidade, não é diferente para a Escola, pois a Escola que tem projetos pedagógicos voltados para a sociedade também se destaca, pois pensa como um todo. Estas empresas começaram a receber selos (um certo tipo de conceito que seus produtos estão dentro das normas dos consumidores e com a natureza). Para as Escolas, também não é diferente, principalmente sabendo que toda a comunidade exige um ensino de qualidade. As empresas que dispõe de recursos para recompor as árvores retiradas da natureza, se preocupam com o futuro e visam um reconhecimento não só  não só regional ou nacional, mas sim de âmbito internacional. A Escola, os professores e alunos que se preocupam com a natureza também são reconhecidos por todos os outros segmentos, pois cuidar do meio ambiente é obrigação de todos. Assim, tanto é impossível ensinar a plantar em uma sala de aula, quanto ensinar a época em que se deve colher um produto ou como preparar um determinado tipo de inseticida ou fungicida. O aluno tem que vê-lo e fazê-lo.
Para colocar em prática a Conservação Ambiental, deve-se ter primeiramente, uma Educação Ambiental de acordo com a necessidade de todos. Mesmo não sendo praticado por muitos, a reciclagem foi proposta, foi lançada para que o homem ajude na preservação, revertendo à teoria para a prática. A natureza é uma prática, ela é visível a todos, mas se a reciclagem não for efetivada, infelizmente a natureza passará a ser teoria, o que acreditamos não ser à vontade de todos. A  conservação é uma proteção e poucos estão preocupados com esta atividade, por imaginar que o petróleo, a água, as árvores e os animais não serão extintos da natureza, e,  se isso acontecer, restará breve lembrança com fotos ou textos.
O objetivo dos educadores e dos defensores do Meio Ambiente através da conservação ambiental é proteger, custe pouco  ou muito, mesmo que tenha que tirar fotos de locais devastados pelo homem e grandes quantidades de lixo próximo do habitat, para chocar e despertar a conscientização de todos para um presente e futuro melhor.
O que mais choca alguém? Uma floresta toda devastada pelo fogo jogado por um homem que fumava um cigarro? Animais em extinção ou o próprio tráfico? Ou pessoas morrendo de fome ou sede? Por quê para o homem consumista o mais importante é a atualidade, com a satisfação própria não se preocupando com o futuro e com o próximo?
Para a questão ambiental não é diferente quem não pensa no futuro da natureza não pensa para o futuro de si mesmo.

O PAPEL DA ESCOLA

Da mesma forma que temos a necessidade da conservação da Escola para continuar em funcionamento por um longo tempo, não há diferença com a natureza. Sua conservação deve começar imediatamente, e de que forma? Preservando e principalmente educando. Para isso, a Escola é, sem dúvida, a principal agente conscientizadora da preservação natural, através da Educação Ambiental, através da reciclagem na Escola. Após várias observações, ao término de uma aula, uma grande quantidade de papéis, sacolas plásticas, garrafas plásticas de refrigerante, latas, restos de alimento e outros materiais recicláveis eram deixados pelos alunos no chão das salas, nas carteiras ou mesmo quando alguns não utilizaram os latões de lixo na sala de aula, menosprezando a coleta seletiva que é ensinada pelos professores.
O que dá característica, de um lixão para a sala de aula no longo do dia, é quando o local já está sujo e muitos pensam: “ Já está sujo mesmo, mais um papel de bala que cair no chão não fará diferença”, e é a Escola que perde com isso. Utilizando um maior número de funcionários para deixar em ordem a sala de aula, produtos de limpeza, em grande quantidade, fama de má organizadora, pois gasta bastante e continua suja. Quando uma pessoa cria um animal ela passa a ter um amor maior por ele, pois dá trabalho cuidar. Para os alunos que estão zelando pela organização da ordem e limpeza da própria sala de aula, eles mesmos não irão deixar que os outros sujem os estraguem o que fizeram com carinho. O interessante é que aquele que vive em um ambiente limpo e arejado, não consegue ficar por um tempo sem reclamar de um local sujo,e ao chegar em um lugar sujo sempre dá uma sensação de sufoco e de  mal estar, e isso deve ser exemplificado aos alunos, para que se conscientizem não só por alguns dias ou meses, mas para toda vida. As escolas, na maioria das vezes, permanecem com os mesmos alunos, quatro, oito, até onze anos, e durante estes anos, tem que, obrigatoriamente, aplicar verbas que poderiam ser utilizadas para materiais pedagógicos e merendas, na manutenção de prédios, e  muitas vezes, as reformas são feitas de forma básica para o prédio continua em funcionamento. Causando indignações de outros setores da sociedade. “(...) é preciso construir a Escola unitária, na qual os ensinamentos teóricos estejam aliados às atividades práticas e vice-versa, nas quais não se dicotomize pensar e fazer, a fim de que se consiga que a formação do aluno seja simultaneamente instrumental e intelectual” – Gramsci

CONSCIENTIZAÇÃO DOS ALUNOS
Para muitos, é difícil conscientizar as pessoas, mas quando é mostrado as conseqüências da degradação escolar e ambiental, o choque é maior, principalmente quando se tem oportunidade de expor as causas e conseqüências finais. Talvez seja a parte mais complexa do trabalho, onde dependendo do grau de instrução que o aluno teve em casa, ou seus conhecimentos prévios, podem ser nulos para uma conscientização como está.
O despertar da conscientização deve existir de uma forma coletiva ou pelo menos inicialmente com a maioria de um grupo, pois o lado mais forte terá a capacidade de continuar a trabalhar, e conseqüentemente, incentivar e mostrar para os que estão desinteressados a seguirem o mesmo caminho, devido à grandiosidade dos objetivos. Se ao iniciar uma campanha de coleta seletiva na Escola ou outro projeto interdisciplinar e não se obter uma boa aceitação dos alunos, é preciso rever novamente os conceitos, pedindo sugestões aos próprios participantes (protagonismo), o que vai melhorar o relacionamento e a amplitude do trabalho de equipe. Voltando a conscientização dos alunos, eis aí um grande problema, que deve ser curado primeiramente, antes de qualquer atividade prática. E até que ponto a atual metodologia fornece oportunidades adequadas para os alunos se sentirem protagonistas e motivados a desenvolverem para o grupo as características de atitudes científicas?
Para os alunos, independentemente da faixa etária, o que mais chama a atenção na Escola é, sem dúvida nenhuma a atividade física, e isto pode ser comprovado pela disciplina de educação física. Os próprios se sentem valorizados em poder participar de projetos que relacionam atividades manuais e que conseqüentemente possam contribuir para a sociedade e principalmente quando retrata a atualidade no quesito Meio Ambiente, ou seja, a aprendizagem é facilitada quando o aluno participa de maneira responsável no processo de aprendizagem. No entanto, se o aluno vê através de fotos a devastação de vários locais, pode examinar suas características, formando uma imagem nítida, e a aprendizagem mais segura e efetiva, para a conscientização do mesmo. “A escola deve apresentar a vida presente tão real e vital para o aluno como a que ele vive em casa, no bairro ou no pátio da escola” – Dewey.

A IMPORTÂNCIA DO TRABALHO EM EQUIPE
Os projetos, na verdade, são situações didáticas que se articulam em função de um objetivo compartilhado por todos os envolvidos e de um produto final. A equipe desperta um interesse ainda maior, de acordo com as descobertas científicas, como: criatividade para o coletivo, a intensa solidariedade e a amorização pelo projeto derrubando as barreiras interindividuais.
Portanto, o início de um projeto, tem como objetivo fundamental criar uma prática comum e lucrativa na amplitude social de todos os envolvidos como a sociedade, alunos e professores. Visando o desenvolvimento sustentável, com a ação da chamada Educação Ambiental, através da escola, no que pode ser transcrito como interdisciplinar. O que se deve levar em conta são os objetivos naturais sociais e culturais na implementação, gestão e monitoramento de projetos como este, que será apresentado com objetivos e justificativas para o bem de todos.
Trabalhar em equipe é uma questão de competências e pressupõe igualmente a convicção de que a cooperação é um valor profissional. Pois o desejo dos alunos e pais é trabalhar e fazer parte desta sociedade, para serem reconhecidos como protagonistas, e os professores são os elos de ligação, que através das informações didáticas conseguem sucesso, através da prática e experiência dos pais e alunos. Então, a cooperação é um meio que deve apresentar mais vantagens do que inconvenientes. A cada dia, trabalhar em conjunto torna-se uma necessidade ligada, mais a evolução do ofício, do que a uma escolha pessoal. Ao mesmo tempo, há cada vez mais professores, jovens e adolescentes que desejam trabalhar em equipe, visando níveis de cooperação mais ou menos ambiciosos. Alguns deles excluem radicalmente  o trabalho solitário, outros são mais ambivalentes, mas vêem as vantagens de uma autonomia suficiente.
Mas, para definir uma equipe como um grupo reunido em torno de um projeto comum, cuja realização passa por diversas formas de acordo e de cooperação, tem que elaborar intensamente para não cair na monotonia. “Os Projetos, cujo desafio é a própria cooperação e que não tem prazos precisos, já que visam a instaurar uma forma de atividade profissional interativa” (Gather Thurler) que se assemelha mais a um desvio para alcançar um objetivo preciso.
No projeto de tipo: Empreendimento coletivo, visando a uma realização, é relativamente fácil identificar o produto visado, mas, resta entrar em acordo  sobre a imagem exata que se tem dele, o nível de exigência, os destinatários, o calendário, a divisão das tarefas, a liderança, todos aqueles aspectos que devem ser esclarecidos, para que, cada  um possa envolver-se com conhecimentos de causa, e isto, é importantíssimo, pois casa um já tem noção de sua atividade, não sendo restrito de ajuda mútua. Ao passo que o projeto de trabalho em conjunto estende-se, as relações profissionais cotidianas, revelam a necessidade de partilhar, de romper a solidão de fazer parte de um grupo, questões que expõe, às vezes, ao escárnio dos cínicos, aos alertas dos céticos ou o sarcasmo daqueles que tomam qualquer dúvida profissional por uma confissão de fraqueza ou de incompetência.
O trabalho em conflito é obvio, porque se não se conscientizarem, de que, a equipe conclui com maior facilidade, já de início, deverão faze-lo a seguir, na primeira divergência grave, na primeira crise. Em uma “cultura de projeto, todos estão familirializados com a idéia do projeto. Daí a dominar as fases de negociação e de condução de um projeto coletivo há apenas um passo” (Boutinet, 1993).

A VALORIZAÇÃO DE TODAS AS DISCIPLINAS

“O global é mais que o contexto, é o conjunto das diversas partes ligadas a ele de modo  inter-retroativo ou organizacional. Dessa maneira, uma sociedade é mais que um contexto: é o todo organizador e desorganizador de que fazemos parte. O todo tem qualidades ou propriedades que não são encontradas nas partes, se estas estiverem isoladas uma das outras, e certas qualidades ou propriedades das partes podem ser inibidas pelas restrições provenientes do todo”.
Marcel Mauss dizia: É preciso recompor o todo”
Dessa forma, os problemas essenciais, nunca são parcelados, e os problemas globais são cada vez mais essenciais. Os grandes problemas humanos desaparecem em benefício dos problemas técnicos particulares. Por isso, quanto mais os problemas se tornam multidimensionais, maior é a incapacidade de pensar sua multidimensional, quanto mais a crise progride, mais aumenta a incapacidade de pensar a  crise; quanto mais os problemas se tornam planetários, mais eles se tornam impensáveis. Incapaz de considerar o contexto e o complexo planetário, a inteligência cega, torna-se inconsciente e irresponsável.
Agora o coletivo pode também pensar de forma mais ampla com objetivos comuns, os alunos, o meio ambiente, a sociedade em geral e a facilidade de trabalho em sala de aula, podem ser compreendidos através da interdisciplinaridade, mas o foco não pode ser exclusivo para cada disciplina apenas, mas como um todo. O educador que busca conhecer horizontes disciplinares, ganha prestígios entre os alunos e a comunidade, pois tem um vocabulário rico e todos passam a recorrê-lo devido a seus conhecimentos. Em muitos casos os próprios alunos  tenham como exemplo de verdadeiro pesquisador, o que dá liberdade de um trabalho conjunto em torno de  um mesmo objetivo.
Talvez apareça a seguinte pergunta:como relacionar um determinado tema com determinada disciplina? Cada educador tem o seu olhar crítico para a sua disciplina, o que pode enriquecer as atividades em conjunto. Para isso, basta colocar em prática o trabalho em equipe e o planejamento, ou seja, o pré-projeto. Por exemplo: O professor de história quer trabalhar as Expansões Marítimas Européias. O assunto tornaria interessante aos alunos, se os próprios professores iniciassem por  disciplinas distintas, como segue:
§         Educação física: quais eram as condições físicas dos marinheiros? Quais eram as atividades físicas que faziam para movimentar as embarcações?
§         Geografia: Quais eram as madeiras que utilizavam para fazer as embarcações? Quais eram os espaços percorridos, juntamente com mapas, coordenadas e localizações?
§         Matemática: Quais as moedas da época? As compras ou trocas que faziam? A medida do tempo gasto nas viagens?
§         Língua Portuguesa: Quais as cartas que escreviam? Qual era o dialeto que deveriam conhecer?
§         Ciências: O que comiam? Quais eram as doenças da época?
§         Língua Estrangeira: A importância de outra língua para a convivência e a comercialização.

§         Artes: Quem pintava os mapas? Quais os principais quadros desta época?
Esta é apenas uma das sugestões que podem ser trabalhadas com a interdisciplinaridade. Para que fique claro o entendimento e as pesquisas a serem feitas (planejamento) através da Educação Ambiental, como a reciclagem na escola. Um outro exemplo neste item pode ser especificado da seguinte forma:
§         Artes: o professor desta disciplina pode colaborar com as confecções dos latões para que a estética possa fazer a diferença; relacionando as cores com cada material a ser reciclado;
§         Ciências: para esta disciplina o professor pode citar as causas e as conseqüências para a saúde provocada pelo excesso de   lixo;
§         Geografia: o professor deve mostrar aos alunos através da Educação Ambiental a importância da reciclagem para o homem e para o seu futuro;
§         História: pode ser trabalhada a cidadania, a industrialização, a urbanização, etc;
§         Língua Estrangeira: o professor desta disciplina pode colaborar com textos sobre a questão ambiental que é um problema de todos e com a apresentação pela escola transcrito em Língua Estrangeira;
§        

§         Matemática: os gráficos, pesos e porcentagens são fundamentais para o grupo que queira trabalhar a reciclagem na escola,
§         Língua Portuguesa: textos em sala de aula e cartazes pela escola, relacionados ao Meio Ambiente.
Os tópicos de cada disciplina acima são apenas sugestões a serem trabalhados interdisciplinarmente, ficando a critério do Educador, ampliar mais itens em cada disciplina, o que dá total segurança em produzir para todos.
“A educação é o método fundamental do progresso e da ação social, o professor ao ensinar não só educa indivíduos, mas contribui para formar uma vida social” – Apud Abbagnand, N e Visal Berchi.
O DESENVOLVIMENTO ATIVO DOS ALUNOS EM ATIVIDADES DE PESQUISA E PROJETOS DE CONHECIMENTO
A velocidade das informações chega aos alunos de forma ampla  não são mais atraídos por um enigma qualquer, reconhecem ao primeiro olhar o tédio do trabalho repetitivo sob a aparência lúdica de uma nova tarefa. Mas isso, só ocorre devido à falta de objetivos que não são citados aos alunos, ou a qualquer outra pessoa, não tem estímulo se não tem um alvo pela frente. Ninguém sai de casa para trabalhar sem um objetivo, ninguém sai de casa para andar sem um objetivo específico, mesmo que seja para tomar um ar ou ver pessoas e para os alunos não é diferente.
            A aprendizagem dos alunos só ocorrerá se os professores envolve-los em uma atividade de uma certa importância e de certa duração, garantindo ao mesmo tempo uma progressão visível, mudanças de paisagem para todos aqueles que não tem a vontade obsessiva de se debruçar durante dias sobre um problema que resiste.
Os problemas ambientais são de suma importância para cada ser humano, pois é um problema que deve ser “curado” imediatamente, já, com uma conclusão imediata, utilizando a chamada Educação Ambiental.
            A função do professor é relacionar os momentos fortes, assegurar a memória coletiva ou confiá-la a certos alunos, faze-los buscar ou confeccionar os materiais requeridos para o experimento. Neste caso, dividir a sala de aula em grupos, mas de acordo com os dons naturais de cada um. Como identificar os dons naturais de cada um? Se o professor perguntar: quem quer separar o material (lixo) dos latões no pátio da escola?, ou, quem quer pintar os latões e as latas para a coleta seletiva?
            Para conquistar a auto-estima e voluntários em sala de aula para o trabalho em equipe, sem forçar as opções, o professor deverá propor inicialmente perguntas indiretas como por exemplo:
§         Quem gosta de pinturas, decoração, obras de arte e esculturas? Os alunos que se manifestarem levantando a mão, provavelmente não  colocarão nenhum empecilho para pintarem as latas e os latões e decorá-las, escrevendo o tipo de coleta que  cada uma receberá  com as respectivas cores.
A organização da divisão dos trabalhos só ocorrerá após a definição dos dons naturas de cada um dos alunos.Pode ser feita outra pergunta para sala de aula:
§         Quem se identifica com higiene, medicina e liderança? Estes que levantarem a mão, poderão  limpar as carteiras da sala de aula. E como já foi citada a organização deve ocorrer em todo ambiente, se tiver apenas um papel jogado no chão de uma imensa sala de aula, esta sujeira irá prejudicar todo o trabalho feito pelos demais integrantes da equipe.

§         Quem na sala de aula se identifica com a fauna e a flora no Brasil e no mundo? Estes provavelmente poderão  trabalhar como selecionadores de material a ser reciclado , pois possuem características fortes de ambientalistas, onde observarão o que está sendo desperdiçado pelos alunos  na escola.
§         Quando o professor perguntar quem gosta de matemática?  Para  estes alunos, que se identificam com esta  disciplina, a missão deles é pesar o  material reciclado , separando–os por medidas proporcionais. Fazendo também uma tabulação em dias, semanas e meses, do que está sendo desperdiçado na Escola e conseqüentemente na cidade, no Estado, no país e no mundo.
§         Para definir outro grupo de alunos para atividades em equipe, o professor deverá fazer a seguinte pergunta: Quem se identifica com informática, publicidade e propaganda? Os que se manifestarem poderão ficar por conta de divulgar pela Escola os cartazes de conscientização, os recados de sala em sala ou palestras coletivas para as comunidades.
Com certeza os alunos hiperativos terão facilidade para esta atividade.
§         Quando for perguntado: Quem gosta de Língua Portuguesa,  ler e escrever? Os alunos que levantarem a

§         mão pela identificação com esta área, poderão fazer os relatórios, ou seja, redigir  as atividades feitas pelo grupo diariamente, colocando nome dos integrantes do grupo, data, do que foi desenvolvido  naquele dia pelo grupo, as dificuldades encontradas e as soluções determinadas por eles.
§         O que pode ser usado como uma metodologia a mais para o professor? Estes alunos que estarão fazendo os relatórios diários, diminuirão o acúmulo de cargos para o professor, que estará envolvendo-os em atividades de importância para a comunidade. Lembrando que este grupo de relatores será distribuído, ou seja , para cada grupo haverá um relator constante naquele dia.
A sugestão para o número do grupo, dependerá da quantidade de alunos por sala. Mas, o bom é que tenham seis grupos, de  seis ou sete alunos, o que gira em torno de uma sala de aula com trinta e seis a quarenta e dois alunos.
A liberdade para aprender ocorrerá de forma transparente devido ao propósito de cada um, que estará contemplando um futuro melhor a
 todos. A aprendizagem, socialmente mais útil no mundo moderno, é a do processo de aprender com uma abertura contínua para a experiência e a incorporação para todos no processo de mudança.
O aluno que entra em contato com a realidade passa a reconhecer e resolver os múltiplos e variados problemas que se apresentam  diariamente nos trabalhos práticos em equipe.  Eles são envolvidos  ativamente nestes projetos pedagógicos devido à necessidade de um futuro mais justo e com melhores condições de sobrevivência. Os integrantes das equipes vêem na aula prática os diferentes aspectos da cultura com olhares críticos, devendo aprender diretamente no campo praticando ele próprio as suas sugestões.
O engenheiro agrônomo Javier Becerra, ex-reitor da Universidade Agrária La Molina, Lima, Peru, disse: “é tão impossível ensinar a plantar em uma sala de aula quanto ensinar a época em que se deve colher um produto ou como preparar um determinado tipo de inseticida ou fenecida. O aluno tem que vê-lo e tem que fazê-lo.”
É indispensável à aula prática para criar ênfase neste trabalho de Educação Ambiental, através da reciclagem na escola os alunos tem que presenciar todo o processo, ou seja, de onde veio o produto, o que é feito deste produto (derivados) e para onde vai (coleta seletiva).No entanto, se o aluno vê este processo, pode presenciar e examinar as características detalhadas, forma a imagem nítida e a aprendizagem é mais segura e efetiva.
Para concluir a relação professores e pais dentro deste envolvimento  ativo de cada integrante, a escola mostra o interesse com os movimentos sociais e culturais para o processo formativo, o que está expresso no Artigo 1º da Lei nº 9.394/96 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. ”A educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais”. Também
Pode ser citado “O educador libertador tem que estar atento para o fato de que a transformação não é só uma questão de metodologia e técnicas. Se a educação libertadora fosse somente uma questão de métodos, então o problema seria mudar algumas metodologias tradicionais por outras mais modernas. Mas esse não é o problema. A questão é o estabelecimento de uma relação diferente com o conhecimento e com a sociedade “ (Shor, Ira e Freire, Paulo).
Para Mosel:  “A grande quantidade de experimentos demonstram que a aprendizagem só será efetiva se o aprendiz emitir as respostas que estamos tentando ensinar. A utilização dessa noção requer que seja planejada. As atividades que o estudante desenvolve ativamente em seu próprio processo de aprendizagem”. Um bom meio para pôr em prática esse conceito é transformar a tarefa da aprendizagem em um problema a ser resolvido ou em um objetivo a ser atingido. O aluno, sob a orientação do professor, será parcialmente responsável pela solução do problema  ou pela descoberta que levem ao objetivo. Desse modo, o que o estudante aprende é em parte, algo que ele mesmo ajudou a solucionar.
As seleções dos objetivos devem ser feitos de modo operacional, isto é, todos os integrantes do projeto serão capazes de exibir ao final  do trabalho condições básicas de cidadania e socialização. Em outras palavras, é preciso construir um conjunto  de critérios que permitam determinar efetivamente se os objetivos foram alcançados. A única maneira de se determinar se o aluno “sabe” alguma coisa é ver o que ele diz ou faz sobre certas condições.
§         Vidros:
Descoberto pelos fenícios, foi produzido com areia quente com cinzas, formando um material transparente.
Na atualidade, a dificuldade está na decomposição do vidro e no gasto com energia para extração da areia e na própria produção.
Para a reciclagem os vidros são triturados e colocados em tambores para serem enviados às vidrarias, que após a fusão com uma temperatura média de 1300 ºC, juntamente com areia, calcário, sódio e outros minerais, onde a massa é despejada nas mais diversas formas das indústrias vidreiras, e transformando-a em novas embalagens.
§         Plásticos:
Na  maioria são extraídos de petróleo e as resinas plásticas podem ter sua composição química modificada e dar origem a diferentes tipos de plástico.Por isso, alguns plásticos são transparentes e outros derretem com mais facilidade.
Os plásticos para embalagens são chamados de termoplásticos , e amolecem quando aquecidos, podendo ser transformados em novos produtos. Há também os plásticos biodegradáveis, empregados apenas em alguns casos, como materiais cirúrgicos ou na agricultura, estes se decompõem quando enterrados.

Estes produtos são separados na Central de Triagem e enviados para as fábricas de reciclagem onde são novamente derretidos para a fabricação de novos produtos.
§         Papel:
É  feito a partir de fibras de celulose encontradas em madeiras de árvores de eucalipto e no pinus. Para obter a pasta de celulose a madeira é descascada e cortada em pequenos pedaços em um picador, são misturadas em água com soda cáustica  em grandes tanques e cozidos para a separação da pasta de celulose.
Há dois tipos de fibras de celulose, uma mais longa e outra mais curta, As longas produzem um papel mais resistente como caixas e embalagens. As curtas fornecem um papel de superfície bem lisa.
Na fábrica de papel reciclado, as aparas  (são classificadas de acordo com o tipo de papel e a quantidade de sujeira que elas contém) são misturadas com água em um grande liquidificador chamado Hidrapulper . A massa obtida segue para o setor de limpeza onde são  retirados materiais como metais, plásticos e areia. A pasta de celulose resultante vai para a máquina de fazer papel para a retirada de água, prensagem e secagem, formando finalmente a folha de papel reciclado.
§         Metal:
Extraídos da natureza em forma de minérios, foi descoberto pelo homem ao aquecer um minério, e ao secar formaram-se objetos (machados, facas, panelas, etc). Esse metal era o ferro.


A fusão do ferro com o carbono (carvão) tem o aço, largamente empregado nos utensílios domésticos, ferramentas, carros e embalagens.
Algumas latas são feitas de aço, para não enferrujar em contato com o ar e estragar os alimentos, o aço nelas utilizado é revestido com uma fina camada de estanho ou cromo,(são as latas de conserva).
Outro material bastante utilizado é o alumínio, principalmente nas latas de bebidas. O alumínio, extraído de um minério chamado bauxita, é leve, resistente e não enferruja em contato com o ar.
Na triagem, as latas de aço são separadas das latas de alumínio. Após a separação, as latas são amassadas, compactadas em blocos, chamados de sucata, e encaminhadas para a fábrica de reciclagem de aço ou alumínio. A sucata é derretida para a formação de placas de aço ou alumínio que se transformam, novamente, em latas.


COMO FAZER PAPEL RECICLADO
INGREDIENTES:
Þ    Papel e água
Þ    Bacias: rasa e funda
Þ    Balde
Þ    Moldura de madeira com tela de nylon ou peneira reta
Þ    Moldura de madeira vazada (sem tela)
Þ    Liquidificador
Þ    Jornal ou feltro
Þ    Pano (ex:morim)
Þ    Esponjas ou trapos
Þ    Varal e pregadores
Þ    Prensa ou duas tábuas de madeira
Þ    Peneira côncava (com “barriga”)
Þ    Mesa
            Modo de Preparo:
Þ    Para preparar a polpa, pique o papel e deixe de molho durante um dia ou uma noite na bacia rasa, para amolecer. Coloque água e papel no liquidificador, na proporção de três partes de água para uma de papel. Bata por dez segundos e desligue. Espere um minuto e bata novamente por mais dez segundos. A polpa está pronta.


Þ    Para fazer o Papel, despeje a polpa numa bacia grande, maior que a moldura. Coloque a moldura vazada sobre a moldura com tela. Mergulhe a moldura verticalmente e deite-a no fundo da bacia. Suspenda-as ainda na posição horizontal, bem devagar, de modo que a polpa fique depositada na tela. Espere o excesso de água escorrer para dentro da bacia e retire cuidadosamente a moldura vazada. Vire a moldura com a polpa para baixo, sobre um jornal ou pano. Tire o excesso de água com uma esponja. Levante a moldura, deixando a folha de papel artesanal ainda úmida sobre o jornal ou morim.
Þ    Para que suas folhas de papel artesanais sequem mais rápidas e o entrelaçamento das fibras seja mais firme, faça pilhas com o jornal da seguinte forma:
§         Empilhe três folhas  do jornal com papel  artesanal. Intercale com seis folhas de jornal ou um pedaço de feltro e coloque mais três  folhas com papel. Continue até formar uma pilha de doze folhas de papel artesanal.
§         Coloque a pilha de folhas na prensa por quinze minutos. Se não tiver prensa, ponha a pilha de folhas no chão e pressione com um pedaço de madeira.
§         Pendure as folhas de jornal com o papel artesanal no varal até que sequem completamente. Retire

cada folha de papel do jornal ou morim e faça uma pilha com elas. Coloque esta pilha na prensa por oito horas ou dentro de um livro pesado por uma semana. 

             Efeitos Decorativos
Þ    Misture à polpa: linha, gaze, fio de lã, casca de cebola ou de alho, chá em saquinho, pétalas de flores e outras fibras.
Þ    Bata no liquidificador junto com o papel picado: papel de presente, casca de cebola ou de alho.
Þ    Coloque sobre a folha ainda molhada: barbante, pedaços de cartolina, pano de tricô ou crochê. Neste caso a secagem será natural – não é necessário pressionar com o pedaço de madeira.
Þ    Para ter papel colorido: bata o papel crepom com água no liquidificador e junte essa mistura à polpa. Outra opção é adicionar guache ou anilina diretamente à polpa.

Dicas  Importantes :
Þ    A tela de nylon deve ficar bem esticada, presa á moldura por tachinhas ou grampos.
Þ    Reutilize a água que ficar na bacia para bater mais papel no liquidificador.
Þ    Conserve a polpa que sobrar : peneira esprema com um pano. Guarde ainda molhada (em pote plástico no congelador) ou seca (em saco de algodão).
Þ    A polpa deve ser ainda conservada em temperatura ambiente.

O que pode ser reciclado:
Papéis:
Jornais, revistas, folhas de caderno, formulários de computadores, caixas em geral, aparas de papel, fotocópias, envelopes, provas  de papéis antigos, rascunhos, cartazes velhos e papel de fax.
Metais:

 Lata de aço (lata de óleo, salsicha), lata de alumínio (refrigerante) outras sucatas da construção civil (metal), e sucatas de reformas.
Vidros:

Recipientes em geral, garrafas de vários tamanhos, copos (vidro).
Plásticos:
Embalagem de refrigerante, embalagem de material de limpeza,copinho de café, embalagem de margarina, canos e tubos, sacos plásticos em geral.

O que não recicla (Rejeitos)

Papéis:
Etiquetas adesivas, papel carbono, fita crepe, papéis sanitários, papéis metalizados, papéis parafinados, papéis plastificados, papéis muito sujos, guardanapos, bitucas de cigarro e fotografias.
      Metais:

Esponjas de aço, canos, clipes, grampos e pilhas.

Vidros:

Espelhos, vidros planos, lâmpadas, cerâmicas, porcelana, tubos de TV e gesso.
Plásticos:
Cabo de panela, tomadas, embalagem com mistura de papel, plásticos e metais.
CURIOSIDADES
A – Tabela de decomposição
Þ    Casca de Frutas: 1 a 3 meses.
Þ    Chiclete: 5 anos.
Þ    Cigarro: 1 a 2 anos.
Þ    Copos e Sacos plásticos: 200 a 450 anos.
Þ    Garrafa de vidro: indeterminado.
Þ    Latas de alumínio: 200 a 500 anos.
Þ    Latas de conserva: 100 anos.
Þ    Madeira pintada: 3 anos.
Þ    Papel: 2 a 4 semanas.
Þ    Pilhas: 100 a 500 anos.
Þ    Plásticos: 450 anos.
Þ    Pneu: indeterminado.
Þ    Tecidos de algodão: 1 a 5 meses.

B – Simbologias e cores da reciclagem:

As cores características dos contêineres apropriados para a coleta de lixo.

Þ    Metais: Amarelo
Þ    Papel: Azul
Þ    Plástico: Vermelho
Þ    Vidros: Verde


Não se sabe os critérios usados para a criação do padrão de cores dos contêineres utilizados para a coleta seletiva voluntária em todo o mundo. No entanto, alguns países já reconhecem esse padrão como parâmetro oficial a ser seguido por qualquer modelo de gestão de programas de coleta seletiva.

  C- As vantagens para reciclar por produto:
            Papel: Cada 50 quilos de papel usado, transformado em papel novo, evita que uma árvore seja cortada. Pense na quantidade de papel que já foram jogados fora e quantas árvores seriam preservadas a partir dessa conscientização;
Metal: Cada 50 quilos de alumínio usado e reciclado, evita que sejam extraídos do solo cerca de 5.000 quilos de minério, a bauxita;
Vidro:  Um quilo de vidro quebrado, faz-se exatamente um quilo de vidro novo, e pode ser reciclado infinitas vezes,
Plástico: Este produto é derivado do petróleo e sabe-se que não é renovável, o que aumenta o preço de todos os produtos do mundo, principalmente o alimento.
D- As vantagens de reciclar para o homem:
§         Melhora a limpeza da cidade, o que diminui as doenças e as mortes.
§         Menos poluição do ar, da água e do solo.
§         Economia de energia e matéria – prima.
§         Renda pela comercialização dos recicláveis.
§         Gera empregos para os usuários dos programas sociais e de saúde das Prefeituras.
§         a preservação da natureza de forma concreta, tendo mais responsabilidade com o lixo que geram.
E – Por que reciclar?
§         Porque reciclar é 15 vezes mais barato do que jogar o lixo em aterros.
§         Diariamente cada ser humano produz aproximadamente 5 Kg de lixo em todo mundo.
§         Só o Brasil produz 240.000 toneladas de lixo por dia.
§         Apenas 2 % de todo o lixo no Brasil é reciclado.
§         A fermentação do lixo produz pelo menos dois produtos : o Chorume  e o gás Metano.
F – O que é Reciclar ou Reciclagem?
É  um  conjunto de técnicas que busca aproveitar os detritos com a finalidade de reutilizá-los no ciclo de produção que se originaram. Também é um termo originalmente utilizado para indicar o reaproveitamento (ou a reutilização de um polímero no mesmo processo em que por  alguma razão  foi rejeitado). A pronuncia surgiu na década de 1970, quando as preocupações ambientais passaram a ser tratadas com maior rigor, especialmente após o primeiro choque do petróleo, quando reciclar ganhou importância estratégica.

                           




CONCLUSÃO

Há uma confirmação em massa de todas as pessoas que já trabalharam em equipe, e o sucesso  é inexplicável devido a união e a diminuição de esforço de cada integrante do grupo, o que sobra mais disposição para melhorar ainda mais os objetivos.  Também existe uma confirmação destas pessoas, da necessidade de conservar o Meio Ambiente através da reciclagem.
Cada fase alcançada, uma vitória, uma árvore preservada, um animal fugindo da extinção e esta causa talvez não seja concluída nesta época, devido à falta de conscientização de alguns indivíduos que infelizmente não perceberam e não dão a mínima para a própria vida ou para a vida do próximo. Mas, aquele que começam em prol do Meio Ambiente, terão o seu “salário” no futuro, e por isso, batalham sem cessar, buscando salvar vidas.
É possível concluir um trabalho em curto prazo cuja motivação é salvar vidas? Claro que sim. Porque para salvar vidas, basta iniciar com objetivos  simples na escola de cada um. A casa também é uma Escola e conforme a pedagogia educacional, onde o aluno tem os seus conhecimentos prévios.
E de acordo com o dicionário ”Aurélio” o conceito escola é um “estabelecimento público ou privado onde se ministra o ensino coletivo”, então , o que é ensinado em casa ou na escola, deve ser compartilhado principalmente se estiver referindo à Questão Ambiental e conseqüentemente salvando vidas.   “A sociedade brasileira não pode ser entendida de modo unitário, na base de uma só causa ou de um só princípio social” (Da Matta), pois, a conscientização deve ser a causa de todos, seja em casa com os pais ou na escola com os

professores. Tudo fica mais emocionante quando o trabalho é coletivo e participativo, principalmente quando interage a disciplina afim com a aula de campo, basta conferir.
A realidade não é ir muito longe e sim observar o que está à volta do ser humano. Por diversas vezes, as soluções estão ao alcance de todos e procura-se em outros continentes as respostas , e sempre culpando o indivíduo do passado pelas atrocidades do presente, ou que está longe demais da degradação ambiental, fora da sua realidade, ou seja, retirando o fardo desta degradação de seus ombros.
Pode não parecer, mas a vergonha pode ser colocada em pauta como um destes empecilhos pelos não colaboradores da natureza, devido à profissão de gari não ter o conhecimento justo, por ser de baixo nível de escolaridade as exigências para o cargo. Por isso, quando uma pessoa  abaixa para pegar um papel que está no chão, mesmo que tenha sido outra pessoa  que tenha jogado, aparece uma crítica: “O seu lixeiro, deixe de ser imbecil, não foi você quem jogou! Por que você está pegando este lixo?” Esta é uma frase corriqueira, que infelizmente, pode ser ouvida pelo decorrer da vida. Por isso, a conscientização deve ser iniciada na escola, quer lugar melhor para aprender? Se na Escola ou com os pais em casa? Mas, para que todos saibam preservar a natureza, a geração presente deve iniciar uma aprendizagem correta e eficaz, para que seus filhos possam ter o prazer da participação de uma sociedade mais justa e igualitária.
De acordo com o testemunho de amigos que foram para países no exterior a passeio, principalmente para os de “primeiro mundo”, ou seja, desenvolvidos, a

 estética e a limpeza são impecáveis, pois nestes lugares a falta de higiene, educação contra  a natureza e patrimônio público é motivo de multa. Mas, a estrutura física ajuda a conservar o ambiente limpo, devido aos investimentos em massa no quesito preservar, pois são também os principais causadores da poluição. Por isso, distribuem contêineres em locais estratégicos e as pessoas ao passarem encontram-nos  para efetivar a boa ação em favor da natureza  e do homem. Quantas vezes você já procurou um contêiner para jogar seu lixo e não o encontrou? Nem todas as pessoas por enquanto têm a conscientização  de carregar o lixo até um local de despejo, jogando-o em qualquer lugar, devido à falta de estrutura física de contêineres.
Então, comece a pensar, comece a praticar , comece a amar a natureza que está próxima de você. Por enquanto é algo concreto, o problema também, para que um dia no futuro possa ser dito:
O homem reconheceu o seu erro e salvou vidas e a natureza. E não: o que fazer? Falta água, falta alimento e ar para respirar!


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Americana, São Paulo, Brazil
Mestrando em Educação pela Unesp Rio Claro.Pós-Graduado em História pela Unicamp/Redefor 2011/2012. Especialista em História pela Simonsen, Especialista em Gestão Escolar pela Net Work, Licenciado em História pela FEU e Curso Médio em Teologia pelo ITQ.

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